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As recargas gratuitas de botijão de 13 kg que o Gás do Povo entrega por ano, de três a seis conforme o tamanho da família

O dinheiro do auxílio antigo sai de cena, a recarga entra como crédito no cartão, e o tamanho da casa define quantos botijões cabem no ano.

Botijão de gás de cozinha vazio na área de serviço, com um cartão plástico sem marca apoiado na borda da pia.

Botijão vazio à espera da troca na revenda

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Uma botijão de 13 kg vazio na área de serviço, um cartão social guardado na gaveta, uma revenda a duas quadras de casa. Os três já faziam parte da rotina da família antes do programa; o que mudou foi a ligação que passou a existir entre eles.

O Programa Gás do Povo troca dinheiro por produto. No arranjo anterior, o Auxílio Gás dos Brasileiros depositava reais na conta do benefício a cada dois meses e a família decidia onde gastar aquele valor. No arranjo novo, o crédito serve para uma única finalidade: retirar um botijão de 13 kg cheio numa revenda credenciada, sem pagar nada no balcão.

A troca tem consequência prática imediata. Dinheiro na conta some no supermercado quando o mês aperta, e crédito de recarga não some, porque ele não vira compra de arroz nem de remédio. O preço dessa garantia é a perda de escolha sobre o destino do valor.

GLP (gás liquefeito de petróleo, o gás de cozinha que vem dentro do botijão) é o produto financiado pelo programa. O recipiente de 13 kg é o padrão da casa brasileira e o único contemplado: botijão de 8 kg, cilindro de 20 kg de uso comercial e gás encanado ficam de fora do benefício.

O número de recargas por ano não é igual para todas as casas. Ele sobe conforme o tamanho da família registrada no Cadastro Único (o CadÚnico, registro federal das famílias de baixa renda) e vai de três recargas anuais nas casas menores até seis nas maiores.

Seis recargas por ano significam uma a cada dois meses, o ritmo de consumo de uma casa com cinco pessoas cozinhando todo dia. Três recargas por ano significam uma a cada quatro meses, o ritmo de quem mora sozinho ou em dupla e usa o fogão poucas vezes.

O crédito não vira dinheiro em nenhuma hipótese. Ele não sai no saque, não paga conta de luz, não acumula para o ano seguinte e não vale em revenda que esteja fora da lista credenciada pelo programa.

A primeira parada é o desenho do benefício: o que saiu, o que entrou no lugar e quais campos do cadastro decidem se a sua casa está dentro ou fora.

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I  Fatura Linha a Linha

O que substituiu o dinheiro no cartão

O Programa Gás do Povo foi criado pelo governo federal em 2025 para substituir o Auxílio Gás dos Brasileiros, o benefício em dinheiro que existia desde 2021. A mudança de desenho é de natureza, não de valor: o pagamento bimestral em reais deu lugar a um crédito de recarga vinculado ao produto.

O benefício deixou de ser transferência de renda e virou entrega de mercadoria. O valor não passa pela conta da família, vai direto para a revenda que entrega o botijão cheio.

Três campos do cadastro decidem o direito. A família precisa estar inscrita no CadÚnico com registro atualizado, a renda por pessoa da casa precisa ficar dentro do teto de meio salário mínimo, e o número de pessoas informado no cadastro é o que define a quantidade de recargas anuais.

O teto de renda por pessoa funciona assim: some a renda de todos os moradores e divida pelo número de pessoas da casa. Numa família de quatro pessoas com renda total de R$ 3.000,00, a renda por pessoa fica em R$ 750,00, dentro do limite de meio salário mínimo.

"Fica instituído o Auxílio Gás dos Brasileiros, destinado a mitigar o efeito do preço do gás liquefeito de petróleo (GLP) sobre o orçamento das famílias de baixa renda."

Brasil, Lei nº 14.237, de 19 de novembro de 2021, artigo 1º.

O verbo da lei antiga explica a virada. Mitigar o efeito do preço sobre o orçamento é um objetivo que o dinheiro cumpre mal quando o orçamento tem buraco em outro lugar, e o crédito preso ao produto fecha essa saída lateral.

O que muda na prática da retirada

A retirada acontece numa revenda credenciada, com o cartão do benefício ou com a identificação digital pelo aplicativo do programa. O responsável familiar cadastrado é quem pode retirar, e o vasilhame vazio precisa ser entregue no ato da troca, porque o programa paga a recarga do gás, nunca o botijão em si.

Quem não tem botijão próprio precisa comprar o recipiente uma vez. O casco vazio custa entre R$ 100,00 e R$ 150,00 na maioria das revendas do país, e esse desembolso inicial fica inteiro por conta da família, fora do benefício.

O crédito tem prazo de uso dentro do ciclo. Recarga não retirada dentro do período em que foi liberada não se acumula com a seguinte, e a família perde aquela unidade sem direito a reposição posterior.

O cadastro desatualizado é o motivo mais comum de bloqueio. Registro do CadÚnico com mais de dois anos sem revisão entra como pendência, e a recarga fica indisponível na revenda até a atualização ser feita no posto de atendimento do município.

Mudança no tamanho da família precisa ser informada. Nascimento, filho que saiu de casa ou parente que passou a morar junto alteram a contagem de pessoas e a quantidade de recargas do ano.

 
 

II  Bandeira do Mês

Quantas recargas cabem no seu tamanho de família

A escada do programa tem três degraus e um teto. Casa de até duas pessoas recebe três recargas por ano; casa de três ou quatro pessoas recebe quatro; casa de cinco pessoas ou mais recebe seis, uma a cada dois meses.

A lógica do desenho segue o consumo real do fogão. Uma casa pequena queima um botijão de 13 kg em três ou quatro meses de uso normal, e uma casa cheia, com almoço e jantar cozinhados todo dia, esvazia o mesmo botijão em pouco mais de dois meses.

O intervalo entre uma retirada e a seguinte acompanha o degrau. Quem tem direito a seis unidades pode retirar a cada dois meses; quem tem direito a quatro espera cerca de três meses; quem tem direito a três espera cerca de quatro meses entre uma recarga e outra.

"Fica instituído o Programa Gás do Povo, com a finalidade de facilitar o acesso da população de baixa renda ao gás liquefeito de petróleo envasado."

Brasil, Medida Provisória nº 1.313, de 2025, artigo 1º.

Facilitar o acesso ao produto envasado é a expressão que resume o programa inteiro. O alvo declarado não é o orçamento da família em geral, é o botijão específico que fica embaixo da pia da cozinha.

Como conferir o seu degrau antes de ir à revenda

Passo 1abra o aplicativo do Cadastro Único ou vá ao CRAS do seu município e confira quantas pessoas estão listadas na sua família, porque esse número, e nenhum outro, define a quantidade de recargas do ano
Passo 2confira a data da última atualização do cadastro e, se ela passou de dois anos, agende a revisão antes de tentar retirar a recarga, porque a pendência bloqueia a retirada no balcão
Passo 3consulte a lista de revendas credenciadas no aplicativo do programa e anote as duas mais perto de casa, porque revenda fora da lista não aceita o crédito e cobra o botijão inteiro
Passo 4guarde o comprovante de cada retirada com a data, porque é ele que sustenta a contestação quando o sistema marca uma recarga que você não recebeu

O passo 4 resolve um problema específico de sistema. Quando a baixa da retirada entra errado no registro da revenda, a família aparece com uma unidade a menos no saldo do ano, e o comprovante com a data é o documento que devolve aquela unidade.

A conferência do passo 1 vale ainda mais para quem teve filho ou recebeu parente em casa. A contagem do cadastro costuma ficar velha, e uma família de cinco moradores registrada como quatro perde duas recargas por ano, sem ser avisada.

Existe o caso de quem não deve entrar na fila. Família com gás encanado na cozinha não tem uso para o benefício, porque o programa entrega botijão e o encanado é cobrado no medidor da concessionária, com fatura mensal própria.

E existe o caso em que o benefício resolve sozinho a conta do gás do ano. Casa de cinco pessoas com seis recargas garantidas cobre o consumo inteiro sem tirar um real do bolso, desde que o intervalo de dois meses seja respeitado e o casco esteja em condição de troca.

 

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III  Quanto em R$

R$ 630,00 por ano na casa de cinco pessoas

A conta desta edição usa o preço de R$ 105,00 pelo botijão de 13 kg na revenda, valor de referência da comparação, e aplica os três degraus de recarga do programa sobre esse preço.

Casa de até duas pessoas recebe três recargas e deixa de gastar R$ 315,00 ao longo do ano. Casa de três ou quatro pessoas recebe quatro recargas e deixa de gastar R$ 420,00. Casa de cinco pessoas ou mais recebe seis recargas e deixa de gastar R$ 630,00.

Os valores que entram na conta desta edição:

Preço do botijão de 13 kgR$ 105,00
Casa de até duas pessoas3 recargas
Valor no ano, casa pequenaR$ 315,00
Casa de três ou quatro pessoas4 recargas
Valor no ano, casa médiaR$ 420,00
Casa de cinco pessoas ou mais6 recargas
Valor no ano, casa grandeR$ 630,00
Casa grande, valor por mêsR$ 52,50

A leitura mensal cabe no orçamento de quem faz a compra do mês. R$ 630,00 por ano equivalem a R$ 52,50 por mês na casa grande, R$ 35,00 por mês na casa média e R$ 26,25 por mês na casa de até duas pessoas.

O degrau de seis recargas vale R$ 630,00 ao ano e o de três vale R$ 315,00, ao preço de R$ 105,00 por botijão. Uma família de cinco pessoas registrada com quatro no cadastro fica com R$ 210,00 a menos por ano, e o erro está no formulário, nunca na revenda.

O preço do gás muda o tamanho do benefício sem mudar a regra. Com o botijão a R$ 120,00, as seis recargas passam a valer R$ 720,00 no ano, e com o botijão a R$ 90,00 elas caem para R$ 540,00, porque o programa entrega unidades de produto, não um valor fixo em reais.

Do outro lado da conta está o custo de ficar fora. Quem tem direito e não atualiza o cadastro paga R$ 105,00 por botijão no balcão, o que soma R$ 630,00 no ano da casa grande.

Hoje: conte quantas pessoas moram na sua casa, confira esse mesmo número no seu registro do Cadastro Único, uma conferência, e anote a data da última atualização. Nas próximas 24 horas, agende a revisão no CRAS se a data passar de dois anos.

"Quantas pessoas estão listadas no seu cadastro e quantas dormem na sua casa hoje?"

 
 

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Segundo a edição, quantas recargas gratuitas de botijão por ano o Gás do Povo garante a uma família de até duas pessoas?

ASeis recargas, uma a cada dois meses
BTrês recargas ao ano
CQuatro recargas ao ano
DDoze recargas ao ano

Veja o ranking de quem mais acerta →

 
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